Meu tendão está tendendo a distender, atendendo àqueles que têm ditado as tendências.
Tem dó.
Cassio Ruggeri Cons, 31/03/2009
Tuesday, March 31, 2009
Friday, March 27, 2009
O Jantar
Eu e ela fomos amigos durante muito tempo. Ou melhor, "muito tempo" é maneira de dizer. Para mim pareceram apenas alguns dias, para ela, quase uma vida inteira. Não que ela não gostasse de estar ali, comigo, mas se ela pudesse escolher, sei que esta não seria a sua primeira opção.
Com o tempo fomos nos aproximando, e a tensão também foi aumentando, e por vezes atingia níveis quase intoleráveis. Eu seguia resistindo, mas enfim chegou um dia em que percebi que não poderíamos mais ser amigos. Naquele dia, tivemos uma breve conversa, e foi então que eu... a comi.
Comi! Confesso! E foi uma experiência extremamente prazerosa.
Hoje eu sei que foi um erro. Foi uma amizade bonita que acabou naquele momento, com laranjas. Foi um ato impulsivo, não era o que eu pretendia. Mas, pô, ela acabou com as minhas bergamotas!
Cassio Cons, 27/03/2009
Com o tempo fomos nos aproximando, e a tensão também foi aumentando, e por vezes atingia níveis quase intoleráveis. Eu seguia resistindo, mas enfim chegou um dia em que percebi que não poderíamos mais ser amigos. Naquele dia, tivemos uma breve conversa, e foi então que eu... a comi.
Comi! Confesso! E foi uma experiência extremamente prazerosa.
Hoje eu sei que foi um erro. Foi uma amizade bonita que acabou naquele momento, com laranjas. Foi um ato impulsivo, não era o que eu pretendia. Mas, pô, ela acabou com as minhas bergamotas!
Cassio Cons, 27/03/2009
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Thursday, July 31, 2008
Realidade Virtual
Por que mulheres e não esposas?
Por que morcegos, não mariposas?
Por que setenta e nove, e não oitenta?
Por que tantas coisas meu sonho inventa?
Meu sonho era te ter,
Mais do que eu pudesse,
Menos do que eu quisesse.
Mas pra isso não precisei dormir.
Cassio Rugeri Cons, 03/03/2006
(baseado em fatos artificiais)
Por que morcegos, não mariposas?
Por que setenta e nove, e não oitenta?
Por que tantas coisas meu sonho inventa?
Meu sonho era te ter,
Mais do que eu pudesse,
Menos do que eu quisesse.
Mas pra isso não precisei dormir.
Cassio Rugeri Cons, 03/03/2006
(baseado em fatos artificiais)
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poemas
Wednesday, July 16, 2008
Duas Lágrimas
Duas lágrimas tristes corriam sua face
Quando soube do amor que por ela ele tinha
Chorava por ver-se estar num impasse
Chorava por todo o amor que sentia
Duas lágrimas doces corriam sua face
E não pôde por si encontrar solução
Foi como se o anjo da guarda calasse
E consigo calasse também coração
Só sabe ela própria como seria bom
Poder entre dois dividir seu amor
Mas deve o coração seguir um só tom
Tentou, mas não pôde, livrar-se da dor
Pois nunca ouvira das trombetas o som
Como então saberia onde achar mais calor?
Cassio Rugeri Cons, 06/12/2004
(Baseada em fatos artificiais)
Quando soube do amor que por ela ele tinha
Chorava por ver-se estar num impasse
Chorava por todo o amor que sentia
Duas lágrimas doces corriam sua face
E não pôde por si encontrar solução
Foi como se o anjo da guarda calasse
E consigo calasse também coração
Só sabe ela própria como seria bom
Poder entre dois dividir seu amor
Mas deve o coração seguir um só tom
Tentou, mas não pôde, livrar-se da dor
Pois nunca ouvira das trombetas o som
Como então saberia onde achar mais calor?
Cassio Rugeri Cons, 06/12/2004
(Baseada em fatos artificiais)
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Monday, June 30, 2008
Friday, April 11, 2008
Ode ao amarelo
Especial para fãs de Asterix - um retrato do amarelo na obra de Goscinny e Uderzo.
Dos cabelos armados iluminando um sonhado beijo,
O amarelo dos sorrisos falsos, dos bigodes louros.
Da explosão que outrora extinguiu o amarelo-queijo,
Na forja roubada em armação forjada, o amarelo-ouro.
Se não tão constante nos planos diversos dos homens do mundo,
Nos de um desenhista veio a povoar um mundo paralelo.
Do plano da idéia viu-se transformado em plano de fundo
E do fundo do mar, transformado em areia, o pobre amarelo.
Calçando gauleses, embainhando espadas, ornando escudos
Recorre o amarelo, tal qual um enfeite às tais "historinhas".
Protegendo casas, dando notícias, traduzindo sons mudos,
Transpondo os sentidos ao fazer-nos ver tantas estrelinhas...
E de quando em vez, com outras cores, num bonito encontro
O amarelo, frente ao espelho, não se vê tão belo.
Volta e meia se vê o amarelo querendo ser outro
Sem nem perceber o outro a viver de amarelo...
Dos cabelos armados iluminando um sonhado beijo,
O amarelo dos sorrisos falsos, dos bigodes louros.
Da explosão que outrora extinguiu o amarelo-queijo,
Na forja roubada em armação forjada, o amarelo-ouro.
Se não tão constante nos planos diversos dos homens do mundo,
Nos de um desenhista veio a povoar um mundo paralelo.
Do plano da idéia viu-se transformado em plano de fundo
E do fundo do mar, transformado em areia, o pobre amarelo.
Calçando gauleses, embainhando espadas, ornando escudos
Recorre o amarelo, tal qual um enfeite às tais "historinhas".
Protegendo casas, dando notícias, traduzindo sons mudos,
Transpondo os sentidos ao fazer-nos ver tantas estrelinhas...
E de quando em vez, com outras cores, num bonito encontro
O amarelo, frente ao espelho, não se vê tão belo.
Volta e meia se vê o amarelo querendo ser outro
Sem nem perceber o outro a viver de amarelo...
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poemas
Tuesday, January 22, 2008
Palavras
Palavras escravas
Eslavas, cansadas
Casadas, contentes
Cientes de nada.
Papel com palavras
Ao céu condenadas
Ao céu da minha boca
Faladas cabocla.
(Cabocla cega
Com a boca seca
Acabou com a ceva
Com a boca dela.)
Um fabuloso arlequim dizia
Um cabuloso mirim traria
Um cabo longo no fim do dia
Cambaleando a poesia
(Acabando logo essa agonia).
Cassio Cons, 22/01/2008
Eslavas, cansadas
Casadas, contentes
Cientes de nada.
Papel com palavras
Ao céu condenadas
Ao céu da minha boca
Faladas cabocla.
(Cabocla cega
Com a boca seca
Acabou com a ceva
Com a boca dela.)
Um fabuloso arlequim dizia
Um cabuloso mirim traria
Um cabo longo no fim do dia
Cambaleando a poesia
(Acabando logo essa agonia).
Cassio Cons, 22/01/2008
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